quarta-feira, 2 de abril de 2014

7 atos de um louco

Não há fome que baste a decência do mundo

Não há loucura que consuma a sanidade dos homens

Fumamos a demência na carência de um abrigo

Cantamos a nociva paixonite aguda

Fadigamos a liberdade com nossas imposições

Praticamos o ato de não amar

Facilitamos o desespero da solidão

Praticamos a desordem dos nossos corações

Aniquilamos os desejos uns dos outros

Suspenso ao acaso me lanço ao infinito

Me perco na inocência de uma criança

Me vejo feito e ainda perdido

A ignorância baseada na mente podre dos humanos

Faz com que perdemos a noção dos bons costumes

 Praticando o desinteresse pela vida

Mas imploramos atenção aos outros

Que nos consomem como produtos vendidos em supermercados

Temo a solidão mais que a própria morte

Mesmo supondo que ela me faça menos mau que o reflexo de meus semelhantes

O estar em solidão pode haver bons momentos

Como aqueles que guardamo-nos para nós mesmos

Mas é preciso que não se perca nessa sanidade profana que cultivamos

Ao longo de nossas vidas, que nos permite escolher

Solidão não precisa ser algo ruim


Pode ser apenas momentos de paz ou terror de nós mesmos

2 comentários:

  1. Belo texto, e fala de algo que conheço bem, kkk. Volte sempre aos textos Vinicius, és bom nisso (também). Abraço.

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  2. Obrigado! preciso voltar a escrever, gosto muito, me ajuda a expressar o que estou sentindo... Desculpe a demora em responder :)

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