terça-feira, 16 de julho de 2019

LoUCurAS


Hoje meu coração se desfaz em migalhas.
Não é que eu te amava.
Mas era bom estar com você.
Me iludi pensando que construir fosse o segredo.
Me confundi com seus gestos.
Tropecei mais uma vez.
Se choro.
Não é pelo adeus, mas pela duvida que fica incrustada em mim.
Meu erro?
Sou isso ou aquilo?
O que eu sou?
Para onde a vida me leva?
Solidão?
Sei muito o que é sentir.
Mas pouco o que é ser sentido.
Choro por que penso demais.
A vida é feita de uma pessoa só!
Mas porque vejo tantas vidas caminharem juntas?
Será que não fui escolhido?
Será que fui escolhido?
Abismo é aquilo que meu peito virou.
Onde a vida me joga “loucuras” para ver se var doer, machucar.
A lagrima que rola pelo rosto é fria e salgada.
Sabor já conhecido.
Mas que seca durante a noite.
Passo meu tempo com afazeres.
E Ela? Debocha de mim. Quando encontro uma “loucura”.
Pois Ela sabe arrancar de mim.
E depois jogar no abismo.
Para me fazer reviver tudo.
Peco quando acho: “agora vai!”, quando me iludo.
E me permito ser feliz.
Então Ela olha e ri dizendo: “pobre criança, não terá tempo nem de sorrir”.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

De repente o mundo se abre a uma nova janela em nossas vidas,
Vemos cores onde não víamos,
e então vem o medo de fechar os olhos e descobrir
que foi um dia,
um sonho,
um entardecer gostoso e bom,
mas que foi o primeiro e ultimo de todas nossas vidas,
vivemos atras de um alguém que nos complete,
mas o que passa é somente a brisa, o tempo
vivemos em um imenso aquário cheio de peixes.
Mas não sou peixe, nem água, nem ar,
sou apenas um naufrago que mal sabe boiar nessa água fria e escura
esperando encontrar, não uma ilha, mas sim um montinho de terra,
não muito firme, mas que ao menos me sustente,
e que me mantenha vivo.
Não! Eu não me arrependo dos montes "insólidos" que pisei,
mas quero um mais firme que dure mais que um dia, mais que três meses...
...três meses, o que podem fazer em nossas vidas?
Experimente pisar nesta ilha por três meses e viver como se o amanhã não houvesse
e você verá que é o chão mais firme que pisará em toda a sua vida,
e quando a areia começar a se dissolver entre o mar, e as ondas tocarem seus pés novamente,
não se desespere, é o fim de mais uma ilha.
Você voltará a boiar naquelas águas que havia esquecido de como eram e como eram frias.
Não permita que seu coração congele com a solidão,
pois quanto mais frio sentir menos irá nadar,
para encontrar outra ilha,
e mesmo que esbarre aqui ou ali em montinhos de areia sólida,
mesmo que esbarre em um continente,
se seu coração estiver frio não irá nota-lo,
irá fixar seu corpo tão firme que nem em noites de lua cheia,
onde as marés te levem e te tragam,
você irá permanecer no mesmo ponto.
Como se o mundo tivesse afundado em um enorme e frio oceano,
irá se sentar um pequenos pedacinhos de terra sem perceber irá dizer adeus
mesmo antes de dizer oi.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Quando os olhos se abrem

E só o que se vê é escuridão

Navegar em águas rasas se faz necessário,

Conhecer o solo e as raízes

Pois estes podem te firmar ou derrubar

Por mais que as águas sejam rubras

Ainda é possível limpar a alma

Mesmo que para uns não seja a melhor saída

Arruinar, destruir, chatear

Virtudes de alguém tão podre e doente

Que nem nesta vida poderá perceber o mau que é

Mesmo que sua sombra esteja pairando pelo ar

A luz virá e te cobrirá

A verdade é uma só e não és tu

Que irá mudar isso

Rogo aos céus todos os dias

Para que essa mascara caia

E que essas águas barrentas


Decantem e se purifiquem

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Vazio


Nunca pensei que o silencio me pudesse dizer tanto

Ouço as batidas do meu coração sem sentir a falta de outro junto ao meu

Passeio livre entre as escadas e me perco na imensidão dos pensamentos

Mergulho desesperadamente na alma de quem me abita

Giro o mundo, atrás de explicações nocivas a saúde mental.

Me pergunto se vai ter fim

O sorriso que estampa minha cara me faz feliz

E isso me basta ao momento

A lagrima que insiste em existir, não se atreve nem por um segundo a escorrer.

Sinto não conseguir chorar ao passo que comemoro não chorar

Posso andar por caminhos tortuosos e ainda assim sorrir, mesmo que cínico.

Viajo entre as estrelas e não estou nem ai se me dizem que sou louco

Riu na cara daqueles me julgam e me divirto em pensar que são eles que não sabem de nada da vida

Sou como a brisa que esta em todo lugar pairando e ouvindo

Falo como tempestades e se for preciso berro para impor o que penso

Se não gritei é porque não valia a pena tal saliva

A fumaça que sobe é apenas uma das formas de amortecer meus problemas

Volto ao inicio e reviro minha cabeça a procura do que possa ser reparado

E o que não dá, remediado esta!

Mastigo mentiras para não morrer engasgado nessa sociedade caótica e lúdica

Contudo vomito o que não me é de direito ter que engolir

Asneiras e hipocrisias

Vazio me mostra que pode não ser tão ruim

Se souber aproveitar tudo o que a vida lhe propõe


Sorrindo eu me faço inteiro

(Vinicius Caetano)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Momento


Sinto meus pés tocarem o chão

Mas não sinto o chão me tocar

Percebo o vento nas folhas das arvores

Contudo a brisa apenas toca o meu rosto

Vejo a luz do sol iluminar o dia

Porem não consigo perceber os raios solares penetrarem o meu rosto

Bebo a água
para hidratar o meu corpo

No entanto a sede permanece intacta

Noto que há esperança

Essa minha que esta tao rala e fraca como a de um sertão

O amor que habitava em mim

Se perdeu em muitos beijos e abraços

Hoje o que me mantem

São as lagrimas que meus olhos ainda produzem

Ao me lembrar de um eu antigo



quarta-feira, 2 de abril de 2014

7 atos de um louco

Não há fome que baste a decência do mundo

Não há loucura que consuma a sanidade dos homens

Fumamos a demência na carência de um abrigo

Cantamos a nociva paixonite aguda

Fadigamos a liberdade com nossas imposições

Praticamos o ato de não amar

Facilitamos o desespero da solidão

Praticamos a desordem dos nossos corações

Aniquilamos os desejos uns dos outros

Suspenso ao acaso me lanço ao infinito

Me perco na inocência de uma criança

Me vejo feito e ainda perdido

A ignorância baseada na mente podre dos humanos

Faz com que perdemos a noção dos bons costumes

 Praticando o desinteresse pela vida

Mas imploramos atenção aos outros

Que nos consomem como produtos vendidos em supermercados

Temo a solidão mais que a própria morte

Mesmo supondo que ela me faça menos mau que o reflexo de meus semelhantes

O estar em solidão pode haver bons momentos

Como aqueles que guardamo-nos para nós mesmos

Mas é preciso que não se perca nessa sanidade profana que cultivamos

Ao longo de nossas vidas, que nos permite escolher

Solidão não precisa ser algo ruim


Pode ser apenas momentos de paz ou terror de nós mesmos

domingo, 28 de julho de 2013

Em Busca

Porque te perco e me encontro à procura

Leio, vasculho meus textos,

Assombro minha alma em busca de ti

Ouço a voz suave de Bethânia em busca de achar um pedacinho pequeno de nós

Deságua o rio sob meus olhos

A brisa que toca a face é gélida

Arrepio-me e me abraço só

Ando solto na rua, atônito aos passos perdidos.

Caminhos entre as pedras do mar

Que como as ondas que batem a beira mar

Levam e tragam de volta a mim

Tu que partiu e um deserto se abriram sobre meus pés

Ando sedento e triste

Busco o oásis que um dia habitei

Era tão belo o lago no meio das dunas

Recordo a água cristalina e doce que jorrava da sua boca

E matava minha sede

Hoje a caatinga invade meu peito
Castiga a pele, maltrata a alma, sucumbe à realidade.

E acorda para a vida

Que outro oásis a de aparecer

Quiçá encontrarás o mesmo, mas não tão já

É preciso vida, para florir.


É preciso amor para encontrar o que buscas.