Hoje meu coração se desfaz em migalhas.
Não é que eu te amava.
Mas era bom estar com você.
Me iludi pensando que construir fosse o segredo.
Me confundi com seus gestos.
Tropecei mais uma vez.
Se choro.
Não é pelo adeus, mas pela duvida que fica incrustada em
mim.
Meu erro?
Sou isso ou aquilo?
O que eu sou?
Para onde a vida me leva?
Solidão?
Sei muito o que é sentir.
Mas pouco o que é ser sentido.
A vida é feita de uma pessoa só!
Mas porque vejo tantas vidas caminharem juntas?
Será que não fui escolhido?
Será que fui escolhido?
Abismo é aquilo que meu peito virou.
Onde a vida me joga “loucuras” para ver se var doer,
machucar.
A lagrima que rola pelo rosto é fria e salgada.
Sabor já conhecido.
Mas que seca durante a noite.
Passo meu tempo com afazeres.
E Ela? Debocha de mim. Quando encontro uma “loucura”.
Pois Ela sabe arrancar de mim.
E depois jogar no abismo.
Para me fazer reviver tudo.
Peco quando acho: “agora vai!”, quando me iludo.
E me permito ser feliz.
Então Ela olha e ri dizendo: “pobre criança, não terá tempo
nem de sorrir”.




