domingo, 28 de julho de 2013

Em Busca

Porque te perco e me encontro à procura

Leio, vasculho meus textos,

Assombro minha alma em busca de ti

Ouço a voz suave de Bethânia em busca de achar um pedacinho pequeno de nós

Deságua o rio sob meus olhos

A brisa que toca a face é gélida

Arrepio-me e me abraço só

Ando solto na rua, atônito aos passos perdidos.

Caminhos entre as pedras do mar

Que como as ondas que batem a beira mar

Levam e tragam de volta a mim

Tu que partiu e um deserto se abriram sobre meus pés

Ando sedento e triste

Busco o oásis que um dia habitei

Era tão belo o lago no meio das dunas

Recordo a água cristalina e doce que jorrava da sua boca

E matava minha sede

Hoje a caatinga invade meu peito
Castiga a pele, maltrata a alma, sucumbe à realidade.

E acorda para a vida

Que outro oásis a de aparecer

Quiçá encontrarás o mesmo, mas não tão já

É preciso vida, para florir.


É preciso amor para encontrar o que buscas.

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