Leio, vasculho meus textos,
Assombro minha alma em busca de ti
Ouço a voz suave de Bethânia em busca de achar um pedacinho
pequeno de nós
Deságua o rio sob meus olhos
A brisa que toca a face é gélida
Arrepio-me e me abraço só
Ando solto na rua, atônito aos passos perdidos.
Caminhos entre as pedras do mar
Que como as ondas que batem a beira mar
Levam e tragam de volta a mim
Tu que partiu e um deserto se abriram sobre meus pés
Ando sedento e triste
Busco o oásis que um dia habitei
Era tão belo o lago no meio das dunas
Recordo a água cristalina e doce que jorrava da sua boca
E matava minha sede
Hoje a caatinga invade meu peito
Castiga a pele, maltrata a alma, sucumbe à realidade.
E acorda para a vida
Que outro oásis a de aparecer
Quiçá encontrarás o mesmo, mas não tão já
É preciso vida, para florir.
É preciso amor para encontrar o que buscas.

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