Não há fome que baste a decência do mundo
Não há loucura que consuma a sanidade dos homens
Fumamos a demência na carência de um abrigo
Cantamos a nociva paixonite aguda
Fadigamos a liberdade com nossas imposições
Praticamos o ato de não amar
Facilitamos o desespero da solidão
Praticamos a desordem dos nossos corações
Aniquilamos os desejos uns dos outros
Suspenso ao acaso me lanço ao infinito
Me perco na inocência de uma criança
Me vejo feito e ainda perdido
A ignorância baseada na mente podre dos humanos
Faz com que perdemos a noção dos bons costumes
Praticando o desinteresse
pela vida
Mas imploramos atenção aos outros
Que nos consomem como produtos vendidos em supermercados
Temo a solidão mais que a própria morte
Mesmo supondo que ela me faça menos mau que o reflexo de
meus semelhantes
O estar em solidão pode haver bons momentos
Como aqueles que guardamo-nos para nós mesmos
Mas é preciso que não se perca nessa sanidade profana que
cultivamos
Ao longo de nossas vidas, que nos permite escolher
Solidão não precisa ser algo ruim
Pode ser apenas momentos de paz ou terror de nós mesmos

Belo texto, e fala de algo que conheço bem, kkk. Volte sempre aos textos Vinicius, és bom nisso (também). Abraço.
ResponderExcluirObrigado! preciso voltar a escrever, gosto muito, me ajuda a expressar o que estou sentindo... Desculpe a demora em responder :)
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