Não quero aprender a não te ter
Não quero que a vida me ensine o que eu não sei aprender
Quero que você me ensine a te amar
Me molde, como você precisa de mim
Sinto sua falta, mas não sou capaz de dizer
Sou chato, ranzinza e até finjo indiferença
E você?!
Me diz bom dia com a mesma indiferença que eu
Ai como dói, pensar que a sua pode não ser fingimento
Quero seus braços nos meus
Suas cochas deslizando meu corpo
Tuas juras secretas e sussurrantes ao pé do ouvido
Quero murmurar que te gosto
Beijar cada parte de ti, novamente
Quero sentir você, me aquecer em você
E torturar o espelho que nos reflete ao ver nossa união de
dois corpos
Preciso do teu olhar implorando por amor e compreensão
Fatiar teus desejos e consumi-los aos poucos
Quero beber da tua água
Matar a sede, na tua boca e morder teu pescoço
Como um vampiro “sedento” por sangue
Navegar nas tuas costas infindáveis e alvas
Sentir o seu rosto deslizando no meu
Abraçar como se não te visse a anos e te amar como se fosse
a ultima vez
Vou prender os meus dedos, nos seus cabelos
E arrancar qualquer duvida dos seus olhos
Morder a boca como num leve sussurrar
Tuas mãos que me envergam num gemido
Viril e suave, tenaz e doce
Não me ensine a ter perder
Me ensine a te ter!

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