sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Me ensina!


Não quero aprender a não te ter

Não quero que a vida me ensine o que eu não sei aprender

Quero que você me ensine a te amar

Me molde, como você precisa de mim

Sinto sua falta, mas não sou capaz de dizer

Sou chato, ranzinza e até finjo indiferença

E você?!

Me diz bom dia com a mesma indiferença que eu

Ai como dói, pensar que a sua pode não ser fingimento

Quero seus braços nos meus

Suas cochas deslizando meu corpo

Tuas juras secretas e sussurrantes ao pé do ouvido

Quero murmurar que te gosto

Beijar cada parte de ti, novamente

Quero sentir você, me aquecer em você

E torturar o espelho que nos reflete ao ver nossa união de dois corpos

Preciso do teu olhar implorando por amor e compreensão

Fatiar teus desejos e consumi-los aos poucos

Quero beber da tua água

Matar a sede, na tua boca e morder teu pescoço

Como um vampiro “sedento” por sangue

Navegar nas tuas costas infindáveis e alvas

Sentir o seu rosto deslizando no meu

Abraçar como se não te visse a anos e te amar como se fosse a ultima vez

Vou prender os meus dedos, nos seus cabelos

E arrancar qualquer duvida dos seus olhos

Morder a boca como num leve sussurrar

Tuas mãos que me envergam num gemido

Viril e suave, tenaz e doce

Não me ensine a ter perder

Me ensine a te ter!


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