quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

UMA NOVA JANELA


Sabe quando se esta perdido
E acha que não tem saída
Nem vontade de viver
Sente falta de sentir
O coração no peito
E tudo parece não ter
A mínima graça
E você se agarra ao travesseiro
Com força e medo
O abraça como se estivesse sozinho
E pensa em tudo o que viveu
Em todos que passaram
Sorrisos, abraços e gestos
E então com um toque
Leve, suave e doce
Sutilmente toca seu rosto
Uma brisa e te direciona
A alguém, que
Sempre esteve ali
Sempre olhei, mas nunca vi
E de repente essa brisa
Te alimenta e te sustenta
Trás vida ao seu ser
Que estava morto
Um sorriso se abre
E minhas veias respondem ao corpo novamente
Um sopro de vida
Faz meu coração voltar a bater
Como se uma janela
Se abrisse devagar
Deixando os primeiros raios de sol
Entrar na sala
Que reflete meu rosto
Onde coro ao ouvir sua voz
E em um instante me vejo
Pisando em ovos
Para não te perder
Meu suspiro de vida
Sinto como se essa janela
Pudesse ser aberta
Como se meu coração
Quisesse escancarar
Essa janela
E deixar a luz entrar
Refletir o meu corpo
Nesta sala
Que um dia
Vagou escura e vazia, mas que
Hoje quer brilhar e respirar.

(Vinicius Caetano)

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