domingo, 10 de março de 2013

Uma Vez Mais



E de novo

Transformo-me, transpiro amor, produzo paixão;

Vomito uma inocência perdida e surrada com o tempo

Alimento-me de sorrisos médios e afagos alheios

Em abraços mínimos e sutis imerso a sorrisos que acolhem meu coração que jaz tão doente e febril

Caminho sobre lírios brancos num jardim ainda inacabado

Sinto teu cheiro em todos os momentos

Desde a brisa suave das montanhas terrenas até a mais misteriosa tempestade que Oya possa trazer

Prendo-me a um passado intenso ao acaso e ao encanto

Despeço-me dessas lembranças todos os dias

Desde o momento em que acordo, até o mais tarde quando me deito e ainda penso em ti.

Essa lembrança que me persegue e me envolve num sonho suave de sussurros

Como se algo

Ainda estivesse por vir, por acontecer;

Cubro-me com a vergonha das palavras que usei

Dispo-me com o perdão que lhe pedi

E rasgo meu orgulho te enviando mensagens a todo o momento

Envio-te pensamentos, rezo por você penso em ti

Te quero bem, te gosto, te quero

O tapa do silencio, mata-me aos poucos, aos prantos

Me calo, no meu silencio, meu peito berra de saudade, choro na solidão dos meus momentos

Escrevo para calar minha dor, rio para esconder minha tristeza

Faço festa, faço tudo e não faço nada,

Por que estou vazio, corpo sem alma, sem coração sem você

Num instante um leve adeus e um breve chegar

Espero!

Te espero, não se demore

Posso me acostumar com a dor

E fazer dela meu sustento






Cadê você?



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