E de novo
Transformo-me, transpiro amor, produzo paixão;
Vomito uma inocência perdida e surrada com o tempo
Alimento-me de sorrisos médios e afagos alheios
Em abraços mínimos e sutis imerso a sorrisos que acolhem meu
coração que jaz tão doente e febril
Caminho sobre lírios brancos num jardim ainda inacabado
Sinto teu cheiro em todos os momentos
Desde a brisa suave das montanhas terrenas até a mais
misteriosa tempestade que Oya possa trazer
Prendo-me a um passado intenso ao acaso e ao encanto
Despeço-me dessas lembranças todos os dias
Desde o momento em que acordo, até o mais tarde quando me
deito e ainda penso em ti.
Essa lembrança que me persegue e me envolve num sonho suave
de sussurros
Como se algo
Ainda estivesse por vir, por acontecer;
Cubro-me com a vergonha das palavras que usei
Dispo-me com o perdão que lhe pedi
Envio-te pensamentos, rezo por você penso em ti
Te quero bem, te gosto, te quero
O tapa do silencio, mata-me aos poucos, aos prantos
Me calo, no meu silencio, meu peito berra de saudade, choro
na solidão dos meus momentos
Escrevo para calar minha dor, rio para esconder minha
tristeza
Faço festa, faço tudo e não faço nada,
Por que estou vazio, corpo sem alma, sem coração sem você
Num instante um leve adeus e um breve chegar
Espero!
Te espero, não se demore
Posso me acostumar com a dor
E fazer dela meu sustento
Cadê você?

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