quinta-feira, 26 de abril de 2012

Caminho sereno


Se a lagrima escorrer

Pouco a pouco secara

Até cessar seu caminho

Pelo rosto que a vida marcou, com traços e sorrisos.

Sussurra-te a pele e pede para não ir

Mas vai sem nem mesmo ter chego

Saio num desalento de um desespero inerte a saudade

Vai-se é para não mais te ver, mas não pensar é como:

Querer nunca mais suspirar ou respirar

Torna-se tão possível quanto entrar num quadro e viver lá,

Numa paisagem moderna e serena

Cavalos a beira rio, casas ao redor, arvores de outono ao por de trás.

Folhas secas já são aguardadas, mas um adeus inesperado.

Torna-lhe frio e gelado quanto um inverso que se aproxima.

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