Em meio a tanto horror e tantos aplausos malditos
O teatro dos bichos humanos estava cheio
Enojo-me, sendo obrigado a sorrir.
Com a comédia, de humor negro, tantos atores, muitas
histórias e poucas verdades.
Falsos aos berros, gratos pela injustiça do que não houve.
Fanáticos ingratos amaldiçoam aqueles que amam
E o palhaço declama seu verso macabro:
“Feliz é o louco que somente o corpo envelhece, mas em espírito
um eterno jovem”
Palavras, gestos, olhares que implicam num desalento
Em meio a plateia, tantos de enfeite, inertes sem saber o que
dizer ou assimilar
E os puros que nascem aos baldes e são obrigados a pertencem a este elenco:
Aos pés da moral tão imoral, da verdade podre, dos bons
costumes mal acostumados.
Esses que seriam a salvação da humanidade se afogam no “chorume”
desses que nem sabem o que dizem.
Desatento, desprezo e dores pelas ruas se espalham, entre
muros e privadas ambulantes perambulantes.
As forças de quem não quer assistir a este espetáculo de
vikings parecem ser sugadas...
De forma a sentir medo de se tornar um deles...
E preferir ser louco do que fazer parte desse elenco.

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