domingo, 12 de agosto de 2012

PRIVADAS AMBULANTES


Em meio a tanto horror e tantos aplausos malditos

O teatro dos bichos humanos estava cheio

Enojo-me, sendo obrigado a sorrir.

Com a comédia, de humor negro, tantos atores, muitas histórias e poucas verdades.

Falsos aos berros, gratos pela injustiça do que não houve.

Fanáticos ingratos amaldiçoam aqueles que amam

E o palhaço declama seu verso macabro:

“Feliz é o louco que somente o corpo envelhece, mas em espírito um eterno jovem”

Palavras, gestos, olhares que implicam num desalento

Em meio a plateia, tantos de enfeite, inertes sem saber o que dizer ou assimilar

E os puros que nascem aos baldes e são obrigados a pertencem a este elenco:

Aos pés da moral tão imoral, da verdade podre, dos bons costumes mal acostumados.

Esses que seriam a salvação da humanidade se afogam no “chorume” desses que nem sabem o que dizem.

Desatento, desprezo e dores pelas ruas se espalham, entre muros e privadas ambulantes perambulantes.

As forças de quem não quer assistir a este espetáculo de vikings parecem ser sugadas...

De forma a sentir medo de se tornar um deles...

E preferir ser louco do que fazer parte desse elenco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário