quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Aos olhos de quem vê


E se os olhos falassem

Implicariam um mundo de informações

Aos que pudessem enxergar

A verdade por de trás das águas barrentas

De um sol, mau nascido

E se com os olhos definissem as pessoas

Podendo prever suas ações e maldições

Atuações de véspera e crisântemos vermelhos

Brotariam do chão para podemos cheirar

E se meus olhos dissessem

O qual grande são minhas expectativas

Que brilham em cor anil como borboletas que só vivem 24 horas

Mostrariam que minhas essas também morrem ao final do dia

E porque nos teus olhos

Hoje vejo o que não queria

Jamais encontrar, a distração

A distância de quem viaja para longe sem nem mesmo

Dar um passo e que voa

Como beija-flores perdidos

Em redemoinhos causados por efeitos estranhos do ar

E de vez em ver vejo você, eu, eles

Mas não vejo nada

Porque os olhos meus nem mesmo se abriram.

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